Oficina ortopédica dobra atendimentos com próteses e fisioterapia gratuitas à população manauara

Unidade da Policlínica Antônio Aleixo é a única oficina ortopédica gratuita habilitada no estado. De janeiro a março deste ano, foram beneficiadas 303 pessoas, 113% a mais que no início de 2021

Uma oficina de reabilitação ortopédica do Governo do Amazonas está ampliando os atendimentos e trazendo mais qualidade de vida para pessoas que possuem mobilidade reduzida. O Centro de Reabilitação Colônia Antônio Aleixo, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), aumentou em 113% o número de beneficiados no primeiro trimestre deste ano.

Com profissionais que incluem fisioterapeutas, técnicos de fabricação de próteses e outros, a oficina ortopédica atende pacientes vítimas de acidentes e que perderam algum membro, além de pessoas com deficiência neurológica e déficit neurológico com necessidade de órteses.

As próteses, órteses e outros itens gratuitos são fabricados na oficina, com materiais como polipropileno, que é um plástico especial, velcro, resina, fibra de carbono, malha de vidro e gesso em pó.

De janeiro a março deste ano, foram beneficiadas 303 pessoas, um aumento de 113% em relação ao início de 2021. No trimestre inicial do ano passado, haviam sido beneficiadas 142 pessoas, conforme balanço da Policlínica.

Dignidade e superação

O diretor da Policlínica Antônio Aleixo, José Cesar de Carvalho, destaca a importância da unidade para a população. “Poder devolver os movimentos (de alguém), é devolver também a dignidade para as pessoas que foram acometidas por algum dano. Essa oficina tem uma importância fundamental dentro do estado”, disse.

O paciente Mario Jorge Bruce, de 47 anos, é um dos beneficiados. Após perder as duas pernas em um acidente de trabalho e depois de dois anos utilizando cadeira de rodas, Mario reconquistou sua independência. “Minha vida mudou completamente depois de receber as próteses. Quando estava na cadeira de rodas, não podia fazer as minhas atividades diárias, nem podia ajudar minha esposa em nada. Me sentia inútil”, conta.

John Elis, de 31 anos, teve uma das pernas amputada após um acidente de trânsito e também foi beneficiado pela oficina. “Hoje, depois de superar o acidente, recebi a prótese e deixei de lado as muletas. Levo minha vida normal e trabalho como pedreiro”, relata John.

Como funciona

Para ser atendido pelo Centro de Reabilitação, o paciente deve ir às Policlínicas Codajás ou Antônio Aleixo, com documentação (RG e CPF) e encaminhamento médico apontando o material a ser utilizado. O paciente será incluído na lista de Gerenciamento de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (GOPM).

Para qualificar os técnicos envolvidos no atendimento e produção das próteses e órteses, o Ministério da Saúde, Fiocruz, Secretaria Estadual de Saúde e a Escola Técnica do Amazonas estão ofertando o primeiro curso de técnicas em órteses e próteses no Brasil, com duração de 1.200 horas.

Fotos: Roberto Carlos/Secom

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