Parintins e Itamarati estão sob decretos de situação de emergência devido às fortes chuvas e alagações

Decretos do governo do Amazonas têm vigência de 90 dias e poderão ser prorrogados. Medida foi tomada após parecer técnico da Defesa Civil do Estado

Após análise da situação e parecer técnico da Defesa Civil do Estado, o governador do Amazonas, Wilson Lima, decretou situação de emergência nos municípios de Parintins, na região do Baixo Amazonas, e em Itamarati, na calha do Rio Juruá, em decorrência das fortes chuvas e alagações provocadas pela subida dos rios, nas últimas semanas.

A decisão, já publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), na edição da última quarta-feira (20/04), terá duração de três meses, em Parintins, e de 180 dias, até seis meses, em Itamarati, podendo ser prorrogada, nos dois municípios.

Desde o último dia 3 de abril, a prefeitura de Parintins já havia decretado situação de emergência, após o temporal que atingiu a cidade, no último dia 3 de abril, que provocou alagações e desabrigou dezenas de famílias. Cerca de 1,3 mil pessoas foram afetadas.

A prefeitura de Itamarati já havia decretado a situação de emergência, no dia 29 de março. A preocupação, tanto do governo quanto da prefeitura, é de que o pico de subida das águas só deve ser atingido no final do primeiro semestre deste ano.

De um total de 23 municípios já atingidos pela cheia no Amazonas, cinco já decretaram situação de emergência, seis estão em situação de alerta e 12 em situação de atenção devido às cheias dos rios deste ano de 2022, de acordo com levantamento divulgado pela Defesa Civil do Estado do Amazonas, que realiza o monitoramento dos municípios que deverão ser afetados pela cheia dos rios este ano.

Em muitos municípios, a população já está vivendo sobre marombas e a previsão dos especialistas é que a cheia deste ano chegue bem perto da marca histórica da cheia de 2021.

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