Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia traz discussões sobre ecossistema de inovação

Evento promovido pelo Arranjo de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental e o Inpa, conta com palestrantes internacionais e representantes de instituições renomadas

Prossegue nesta quarta-feira (15/06), a 4ª Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia. O evento promove discussões relevantes em prol do ecossistema de inovação da região e do país, assim como a capacitação de alunos e profissionais das áreas de propriedade intelectual, transferência de tecnologia, empreendedorismo e inovação.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no endereço eletrônico do Arranjo Amoci (https://arranjoamoci.org/4conferenciainternacional) até a data do evento. Os certificados  são emitidos para os participantes com mais de 75% de aproveitamento do evento.   

 A conferência recebe incentivo do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos (Parev), Edital Nº005/2021, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).  O encontro, realizado em formato híbrido, é promovido pelo Arranjo de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (Amoci) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).  

Durante a solenidade de abertura, na terça-feira (14/06), o Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Paulo Alvim, comentou sobre o compromisso do Governo do Amazonas no avanço da CT&I no estado, bem como destacou o apoio dado à realização do Fórum Nacional do Consecti e Confap, ocorrido em Manaus, no qual o ministro anunciou investimentos para a região amazônica.  

 Paulo Alvim destacou a contribuição do Governo do Amazonas à iniciativa Amazônia+ 10, cujo edital foi lançado no dia 9 de junho, com apoio das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) e do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I. O edital é um desdobramento do Programa Amazônia +10, lançado pelos governadores durante a Reunião Anual do GCF Task Force, em março deste ano. 

 “Algo muito relevante que gostaria de destacar foi a Carta de Manaus, com uma nova lógica que vai induzir o processo de fomento na região e, principalmente, reconhecer a necessidade de um aporte diferenciado para a região amazônica. Fazer ciência, tecnologia e inovação na região é algo que precisa ser tratado com diferença, e a CT&I tem papel fundamental no bioma amazônico”, enfatizou. 

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales Mendes Silva, destacou que a Amazônia precisa estar na pauta ao se falar sobre os grandes desafios do Brasil. Na oportunidade, citou o amazonólogo Samuel Benchimol, pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que dizia que um dos grandes desafios, que permanece atualmente, é fazer com que a Amazônia seja economicamente viável, ecologicamente adequada, politicamente equilibrada e socialmente justa. 

“São desafios que continuam presentes em relação a essa região que é superlativa, com a maior floresta tropical do mundo, 60% dessa floresta está na Amazônia Legal, no território brasileiro, com maior banco genético, maior quantidade de minerais e biodiversidade. São aproximadamente 35 milhões de pessoas que habitam essa área”, ponderou. 

 Márcia Perales enfatizou ainda que a ciência, tecnologia e inovação são caminhos profícuos para enfrentar esses desafios de forma sustentável, preservando as riquezas naturais, assegurando a qualidade de vida da população e o desenvolvimento socioeconômico. Além disso, reforçou que, desde 2019, o governador do Amazonas, Wilson Lima, reposicionou a CT&I como áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e socioambiental do estado. 

Amoci

Em sua quarta edição, a coordenadora do evento, Noélia Falcão, destaca que o evento conta com a participação de representantes nacionais, da América Latina e do continente africano, fatos estes que evidenciam os esforços da Amoci e do Inpa na busca de colaborações para a construção e manutenção de um ecossistema de inovação na região amazônica e no Brasil, uma vez que o formato híbrido do evento permite alcançar um maior público.    

 “É desafiador selecionar temas e palestrantes que nos possibilitem apresentar novidades para questões que por vezes são muitas debatidas no meio acadêmico e empresarial. Quero agradecer a Fapeam pelo apoio que disponibiliza às instituições científicas e tecnológicas do nosso estado. Este evento está sendo possível graças a esse apoio”, disse Noélia.  

Foto: Divulgação/Fapeam

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