Aliança para o Desenvolvimento Sustentável do Sul do Amazonas atualiza frentes de trabalho

Formada pelos municípios de Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá, Lábrea, Boca do Acre, Canutama, Tapauá, Apuí e Maués, região é a “última fronteira” de contenção do desmatamento no Estado

O governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), foi convidado pelo Movimento Aliança para o Desenvolvimento Sustentável do Sul do Amazonas para participar da retomada do plano de trabalho da frente interinstitucional formada por representantes da sociedade civil organizada, governos federal, estadual e prefeituras municipais em prol do Sul do estado.

O movimento reúne representantes dos municípios: Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá, Humaitá, Boca do Acre, Manicoré, Novo Aripuanã, Apuí e Maués.

O secretário executivo de Desenvolvimento, Valdenor Cardoso, é o interlocutor do governo do Estado e já se reuniu com o representante da Aliança, Josimar Fidel, que formalizou o pedido de parceria junto ao governo do Amazonas.

“Este governo é desenvolvimentista, que busca o ordenamento com fins de estabilidade social, jurídica. E está de portas abertas para discutir os mecanismos para o desenvolvimento sustentável que incluem o ordenamento territorial, ambiental e fundiário, a bioeconomia, infraestrutura, dentre outros”, disse Cardoso.

Os representantes da Sedecti e da Aliança definiram que haverá um encontro de nivelamento para atualização sobre os trabalhos da frente.

“Nós buscamos o desenvolvimento sustentável do Sul do Amazonas como forma de agregar mais valor às famílias da nossa região. Desde 2016, nos reunimos para interagirmos com os diversos atores deste processo e encontrarmos soluções para a geração de renda e melhoria da qualidade de vida da nossa gente”, afirma Josimar Fidel, que durante o encontro com Valdenor Cardoso, estava acompanhado da representante da Agência de Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ), Ana Claudia Bandeira de Melo.

Sobre a Aliança

Em junho de 2018, Mais de 50 atores sociais, representantes de mais de 20 instituições do governo, sociedade civil e iniciativa privada, deram um passo inédito e importante no sentido de organizar diversos segmentos sociais para a agenda socioambiental: foi criada e oficializada, em encontro ocorrido em Humaitá (AM), a Aliança para o Desenvolvimento Sustentável do Sul do Amazonas.  

A Aliança é um fórum e um espaço de discussão onde os diferentes atores sociais vão trocar experiências, desenvolver ações conjuntas, encaminhar demandas comuns e aumentar sua representatividade junto aos centros de decisão.

Foi idealizada pela WWF-Brasil, que trabalha na região há mais de uma década – mas, até a criação da Aliança, vinha concentrando suas ações no município de Apuí.

Região Sul do Amazonas

Considerada a “última fronteira” de contenção do desmatamento, a região Sul do Amazonas consiste numa área de mais de 42,5 milhões de hectares, espalhada pelos municípios de Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá, Lábrea, Boca do Acre, Canutama, Tapauá, Apuí e Maués. Cerca de 319 mil pessoas vivem na região, tendo como base econômica a agropecuária e extrativismo. Cerca de 61% do território é formado por áreas protegidas.

A grilagem de terras, a invasão de áreas protegidas e a conversão da floresta em áreas abertas são alguns dos principais problemas ambientais da região. Entre 2008 e 2017, o Sul do Amazonas concentrou 67% do desmatamento e mais de 81% dos focos de calor do estado.

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