Após acordo entre prefeitura e Eletrobrás, Justiça autoriza abertura das comportas da hidrelétrica de Balbina

Prefeitura de Figueiredo exigiu que a empresa apresentasse um plano de contingência sobre abertura das comportas de Balbina, para minimizar os impactos junto comunidades do Rio Uatumã

A Justiça do Amazonas voltou atrás e permitiu que a Eletrobrás abra as comportas da hidrelétrica de Balbina após acordo entre a empresa e a prefeitura de Presidente Figueiredo, firmado em uma audiência ade conciliação realizada na segunda-feira (14/04).

A abertura estava proibida, após a prefeita de Presidente Figueiredo, Patrícia Lopes, ingressa com ação cautelar, exigindo um maior comprometimento da Eletronorte, responsável pela usina hidrelétrica de Balbina, sobre um plano de contingência, direcionado às mais de 1, 3 mil pessoas que vivem nas comunidades do ramal da Morena e demais comunidades localizadas ao longo das margens do rio Uatumã.

Segundo a prefeita Patrícia Lopes, a ação cautelar impetrada pelo município não teve como proposito impedir o fechamento das comportas (que inclusive foram abertas no dia 7 deste mês), mas somente a suspensão da abertura total das quatro comportas, enquanto a empresa não apresentasse um plano de contingência, com o objetivo de minimizar o impacto que possivelmente a ação causará no meio ambiente na vida dos moradores da região localizada ao longo do rio Uatumã e adjacências.

“Viemos aqui primeiro para alinhar as informações junto à empresa, para evitarmos o pânico e as Fake News que estão sendo veiculadas, que tão somente têm o objetivo de confundir as pessoas. Além disso, queremos sim saber dos representantes da empresa, o que será feito para minimizarmos os impactos que sabemos que essas pessoas irão sofrer com a continuidade da abertura dessas comportas”, explicou a prefeita, durante a audiência na segunda-feira.

Patrícia Lopes disse que foi surpreendida ao contatar que não havia sido feito pela empresa, nenhum plano de ação para auxiliar os moradores da região, que já está inclusive, sendo alagada.

“Precisamos que a empresa que tem o corpo técnico com bastante conhecimento sobre a região, e que está acompanhando diariamente o avanço do nível da água, se comprometa com os comunitários, e nos apresente este plano de contingência, algo que inclusive já deveria ter sido elaborado para colocarmos em prática junto com a Defesa Civil Estadual e Municipal”.

Por parte da prefeitura, Patrícia Lopes explicou toda a estrutura que já está disponível para os moradores da região afetada.

“Estamos com uma estrutura montada na entrada do ramal da Morena com uma equipe trabalhando 24 horas, para que possamos prestar qualquer assistência necessária. Também ampliamos nossos serviços nas áreas de saúde, assistência social e no escoamento da produção local”, explicou a prefeita, que reafirmou ainda, a exigência do Executivo Municipal, para que a empresa assuma também as suas responsabilidades principalmente na área social junto aos comunitários.

Fotos ascom / prefeitura de Presidente Figueiredo

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